• 21 MAR 18
    Custeio do Saúde Caixa no DF Sofrerá Mudanças em Abril

    Custeio do Saúde Caixa no DF Sofrerá Mudanças em Abril

    A partir do dia 5 de abril, os atendimentos no Distrito Federal feitos pelo convênio Saúde Caixa, plano de saúde complementar do STF, serão integralmente custeados pelo beneficiário. A mudança na forma de custeio foi explicada pelo Diretor-Geral do STF, Eduardo Toledo, em reunião aberta aos servidores nessa segunda-feira (19). A forma de custeio dos atendimentos feitos por intermédio do Saúde Caixa fora do Distrito Federal e pelo STF-Med dentro do DF, permanecerá a mesma. A mudança também não atinge os tratamentos iniciados antes de 5 de abril.

    Conforme expôs o Diretor-Geral, o STF-Med é obrigado a realizar auditoria em todas as faturas antes de efetuar o pagamento. Os planos de saúde, por outro lado, não conseguem enviar a documentação completa para a realização da auditoria, seja pela dimensão de suas redes, seja por questões operacionais e administrativas. Ao longo dos últimos anos, as operadoras de planos de saúde privados não têm conseguido atender às exigências de controle impostas pelas contratações públicas. Foi explicado que isso levou a um impasse: prestar o serviço somente no DF – onde nossa rede é completa e sustentável – ou adotar medidas para minimizar os impactos causados pela forma de trabalho das operadoras, sem sacrificar a abrangência do plano e as exigências legais a que o Tribunal está obrigado.

    A realidade hoje apresentada já ocasionou a descontinuidade do serviço com operadoras de planos de saúde anteriores. Pensando em como gerar menor impacto para os servidores da Casa, a medida foi adotada após estudo da Secretaria de Gestão do STF-Med e do Diretor-Geral, tendo sido aprovada em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do STF-Med. “A decisão foi baseada na relação custo-benefício para os servidores”, explicou Eduardo Toledo. O Diretor esclareceu que a integralidade do custeio no DF diminui os riscos de descontinuidade do plano e, por consequência, de deixar os servidores sem cobertura de saúde quando em outros estados. Soma-se a isso a continuidade no atendimento de servidores aposentados e dependentes de beneficiários que não residem no Distrito Federal.

    Outras propostas foram analisadas: “Chegamos a analisar a possibilidade de estender o STF-Med para cobertura nacional, o que era inviável por questão de estrutura, custos e pela pulverização dos beneficiários pelo país e porque  poderia resultar em uma rede de menor qualidade de atendimento”, explicou a Secretária de Gestão do STF-Med, Mônica Ribeiro. A Secretária explicou que os casos excepcionais serão analisados individualmente.

    Outras duas reuniões são oferecidas aos servidores para apresentar a mudança e tirar dúvidas: quarta (21) e sexta-feira (23), das às 13h às 14h, na Sala de Treinamento I – 2º andar do Anexo II. Confira abaixo as principais dúvidas apresentadas por servidores durante a reunião dessa segunda (19).

    Como funciona o custeio integral?

    Ao utilizar o Saúde Caixa dentro do Distrito Federal será cobrado do beneficiário 100% do valor de tabela do plano para o atendimento. O pagamento pelo servidor continuará com as regras de limite de desconto em folha já aplicados.

    Tratamentos já iniciados

    Atendimentos que já tenham sido aprovados ou iniciados com cobertura pelo Saúde Caixa, antes do dia 5/4, continuarão  com os percentuais de custeio anteriores. O mesmo vale para tratamentos seriados, como são considerados os de fisioterapia e psicologia, os quais continuarão com os percentuais de custeio antigos até o final das sessões autorizadas antes de 05/04. No entanto, tratamentos pontuais, mesmo que se repitam, e o acompanhamento médico com retornos previstos – como em caso de gravidez – não entram na exceção.

    Diferenças na rede credenciada

    A Secretaria de Gestão do STF-Med explicou que a rede credenciada do STF-Med hoje assemelha-se à do Saúde Caixa. As diferenças são pontuais.

    Foi reforçado que é recorrente a preferência de algumas clínicas e hospitais ao Saúde Caixa, em detrimento ao do STF-Med, apesar de os dois possuírem cobertura e que a instituição não pode fazer a exigência pelo primeiro. Dado o maior número de usuários do Saúde Caixa, há maior facilidade operacional para as instituições quando ele é utilizado.

    Acompanhamento da rede credenciada

    Mesmo com a falta de documentação por parte de algumas instituições, a equipe do STF-Med esclareceu que há acompanhamento por parte da equipe quanto à a mudança da situação para retomada do credenciamento junto ao plano, visto serem operadores a quem os beneficiários recorrem com frequência.

    Operadores recorrentes

    Há um acompanhamento das clínicas e hospitais utilizados com mais recorrência pelos beneficiários e, eventualmente, não sejam cobertos pelo STF-Med, para tentativa de credenciamento. Tenta-se o contato com eles, caso a documentação esteja em dia, e haja aprovação em vistoria ao local, o operador de saúde é credenciado. De acordo com a Secretaria de Gestão do STF-Med, há uma rede de mais de 10 mil profissionais de saúde credenciados ao plano, distribuídos em 321 instituições.

    Riscos de descredenciamento

    Houve preocupação quanto à possibilidade de ruptura no credenciamento com alguns operadores. Seguindo o explicado, o descredenciamento pode ocorrer no momento da renovação do credenciamento, e ocorre somente se houver problemas de documentação irregular do prestador. Para não haver tempo vacante entre o vencimento e renovação, é feito contato e visita prévios

    Atualização da rede credenciada

    A rede credenciada ao STF-Med pode ser conferida no site do plano. Mônica explica que o banco é atualizado constantemente por parte do trabalho da equipe da Secretaria e por contato com os operadores.